Peixes do mar, ou peixes marinhos, são aqueles que habitam águas salgadas em oceanos, mares abertos e regiões costeiras, como estuários e recifes de coral. Eles representam a vasta maioria das espécies de peixes do planeta e desenvolveram adaptações fisiológicas complexas para sobreviver em ambientes com alta concentração de sal, diferentemente dos peixes de água doce. Essas adaptações envolvem mecanismos eficientes de osmorregulação, onde os peixes ósseos (teleósteos), por exemplo, bebem água constantemente e excretam o excesso de sal pelas brânquias, enquanto os peixes cartilaginosos (tubarões e raias) retêm ureia para manter seu corpo isotônico (com a mesma concentração de sal) com a água do mar.
A diversidade dos peixes marinhos é impressionante, abrangendo desde minúsculos peixes-cachimbo até gigantes como o Tubarão-Baleia. Eles podem ser classificados em diferentes categorias ecológicas, dependendo do seu habitat principal. Espécies pelágicas, como atuns, cavalas e tubarões, vivem em águas abertas, enquanto espécies demersais ou bentônicas, como linguados, badejos e garoupas, vivem no fundo do mar, sobre o substrato ou nos recifes. Os peixes marinhos desempenham papéis cruciais nos ecossistemas oceânicos, participando de cadeias alimentares complexas como predadores, presas e, em alguns casos, como herbívoros que mantêm o equilíbrio dos ecossistemas de algas e corais.
Além de sua importância ecológica, os peixes marinhos têm um impacto socioeconômico global significativo, sendo a base da pesca comercial e artesanal. Espécies como o bacalhau, a sardinha, o salmão (que tem uma fase marinha), e diversas espécies de atum sustentam indústrias multibilionárias e são uma fonte vital de proteína para a humanidade. A conservação desses peixes é, portanto, essencial, enfrentando ameaças como a sobrepesca, a destruição de habitat marinho e as mudanças climáticas, que alteram a temperatura e a química dos oceanos.